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»História
de Vila do Conde |
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Cidade
. Sede de concelho
pertencente ao distrito do Porto (Norte de Portugal). O concelho é
constituído por 30 freguesias. Está situada na sub-região agrícola
denominada Douro Litoral. Possui industrias de fiação e tecelagem,
serração, cordoaria, construcção naval, conservas, adubos, óleo
de peixe, curtumes, doçaria, e as características rendas de
bilros.
São monumentos nacionais : a cividade de Bagunte (ruínas pré-históricas),
a igreja de Rio Mau (séc. XII) também a de Vairão
(medieval, adulterada no séc. XVIII) e Azurara (séc. XVI),e
na Vila a igreja matriz (sécs. XV - XVI ). Também são monumentos
nacionais a igreja e mosteiro de St. Clara (sécs. XIV - XVII ), o
pelourinho (séc. XVI) e o aqueduto (séc. XVIII).
Vila do Conde está situada na margem direita do Rio Ave,
junto á foz, a 3 Km da Póvoa do Varzim e a 25 Km do Porto.
Existem já referências de uma comunidade existente neste sítio
(Vila do Conde - cidade) em 953 com o nome de <<vila
de Comite>> (ignora-se quem era esse conde).
Em documentos de 1059, 1078, 1080 e 1011 tambem se fala desta
povoação, mas apelidando-a de "S. João de Foze".
Em 1078 fala-se das suas salinas, devendo tb ser já muito
activa a faina da pesca.
Em 1209, D. Sancho I doou Vila do Conde a título
hereditário à sua famosa amante D. Maria Pais Ribeiro (a
Ribeirinha), o que confirmou D. Afonso II em 1217.
A tetraneta da Ribeirinha D. Teresa Martins (filha de D.
Afonso de Albuquerque, 1º Conde de Barcelos) e seu marido, D.
Afonso Sanches ( bastardo de D. Dinis), fundaram por
carta de 7 de Maio de 1318 o convento de St. Clara, dotando-o de
grande número de casas, terras, foros e padroados.
Ainda no séc XVI o convento recebia a dízima das mercadorias
que entravam pelo Rio Ave, sabendo-se que até esta data (séc XVI)
navios de grande arqueação podiam ancorar nos portos de Vila do
Conde e Azurara.
D. Manuel concedeu-lhe foral novo a 10 de Setembro de 1516 e
contribui para a edificação da nova igreja matriz.
A ponte sobre o rio Ave começada a construir a 15 de Agosto
de 1793, veio a ser destruída por uma cheia em 11 de Janeiro de
1821; reconstruída nesse mesmo ano, seria destruida em 1893 e
reedificada novamente nesse mesmo ano.
O castelo foi mandado contruir pelo 7 º Duque de Bragança e
erguido de 1602 a 1614, tendo sido consertado em 1642 por ordem de D.
João IV.
A estação Aquícola do Ave data de 1886.
O estaleiro naval estalou-se na foz do Ave logo após a I
Guerra Mundial.
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