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Designação :
Aqueduto de Vila do Conde
Acesso : Vila do
Conde, Póvoa de Varzim
Protecção : MN, Dec.
16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910, incluído na Zona
Especial de Protecção da Igreja de Santa Clara ( v.
1316280004 )
Enquadramento : Rural,
isolado, adossado, destacado, em elevação. A sua
envolvente está pouco cuidada, existindo construções
adossadas a alguns tramos, nomeadamente próximo do
Mosteiro de Santa Clara e Igreja de São Francisco.
Descrição : Canal
artifícial construído desde o Convento de Santa
Clara até à nascente e inicialmente formado por 999
arcos. Do conjunto resta ainda uma grande parte da
estrutura inicial, embora já muito fraccionada, sendo
o troço da Igreja de Santa Clara e até ao limite do
Concelho de Vila do Conde o que melhor conservação
apresenta, numa extensão de 500m, num total de cerca
de quatro quilómetros. Possui uma arcaria de
envergadura e altura decrescente, com arcos quebrados
e perfil superior do canal arredondado.
Utilização Inicial :
Equipamento: Aqueduto
Utilização Actual :
Marco histórico-cultural
Propriedade : Pública:
estatal
Época Construção :
Séc. 17 / 18
Arquitecto/Construtor/Autor
: Manuel Pinho Vilalobos (arq.); João Rodrigues e
Domingos Moreira (const.).
Cronologia : 1626 - A
abadessa D. Maria de Meneses compra terrenos e
contrata mestres para construção de um aqueduto que
trouxesse águas de uma nascente em Terroso, na Póvoa
de Varzim, para abastecimento do Mosteiro; 1636 -
interrupção das obras devido à descoberta de um
desnivelamento, tornando assim inútil todo o trabalho
realizado anteriormente; 1705, 19 Dez. - reinício das
obras; 1714, 20 Out. - chegada da água ao chafariz do
claustro; 1929 / 1932 - derrube intencional de cinco
arcos, aquando das obras de restauro da Igreja de
Santa Clara, para melhor visualização da ábside.
Tipologia :
Arquitectura civil pública setecentista.
Dados Técnicos :
Paredes autoportantes.
Materiais : Granito
aparente.
Bibliografia : VIEIRA,
José Augusto, O Minho Pitoresco, tomo II, Lisboa,
1887; MAIA, Luis, O Aqueduto do Mosteiro in Ilustração
Vilacondense, Ano I, Vila do Conde, 1910; FERREIRA,
Monsº J. Augusto, Vila do Conde e seu Alfoz. Origens
e Monumentos, Porto, 1923; GONÇALVES, Flávio, Dois
Monumentos in Brotéria, vol. XLVII, nº 5, Lisboa,
1948; BASTO, A. de Magalhães, Falam Velhos
Manuscritos ... A construção do famoso Aqueduto do
Real Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde, O
Primeiro de Janeiro, Porto, 30 de Dezembro de 1949;
FREITAS, Eugénio de Andrea da Cunha e, O Aqueduto de
Santa Clara de Vila do Conde in Boletim Vila do Conde,
nº 2, Barcelos, 1961; BASTO, A. de Magalhães,
Apontamentos para um Dicionário de Artistas, Porto,
1961; MARQUES, Ângelo Teixeira, Aqueduto em risco de
ruína, Público, 15 Jan. 1997.
Intervenção Realizada :
1995 - Conservação e consolidação do tramo do
aqueduto fronteiro à Rua das Mós, incluindo o
tratamento dos paramentos e muros de travação; 1996
- continuação dos trabalhos de conservação e
consolidação do aqueduto em cerca de 500 metros, na
continuação do tramo objecto de intervenção no ano
anterior; 1997 - obras de beneficiação de 80 arcos e
13 pilares frente ao campo de futebol até ao limite
do Concelho de Vila do Conde.
Observações : *1 -
Desde o início que existiam dificuldades no
abastecimento de água ao convento. Ao princípio, as
freiras remediavam-se com uma cisterna; depois
contrataram serviços de aguadeiros; e mais tarde,
recorreram a uma grande arca de água, fábrica da
fundação do Convento, e que descia por dilatados
degraus de pedraria. *2 - Os tramos do aqueduto
compreendidos no concelho de Póvoa de Varzim
encontram-se em pior estado de conservação visto não
terem ainda recebido obras de conservação. Por
exemplo, na freguesia de Argivai, restam apenas as
aduelas dos antigos arcos dentro de uma propriedade;
na freguesia de Beiriz já cairam oito arcos e outros,
devido à sua inclinação e desgaste, ameaçam ruir.
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